sexta-feira, 7 de abril de 2017

Sou cristão!

Se sou Cristão? Sim. Amo Jesus porque Ele me amou primeiro. A prova desse amor está na Cruz, pois foi nela que Jesus morreu por meus pecados. Morreu a minha morte para que hoje eu possa viver a sua vida. Mesmo sem pecados, foi feito pecado por mim. Aquela cruz era minha.
Se sou Cristão? Como não poderia ser? O amor de Cristo me constrange. Um meigo Carpinteiro de Nazaré que perdoou uma mulher pega no adultério, sentou-se na mesa de um publicano cobrador de impostos, multiplicou pães e peixes para alimentar uma multidão, viajou quatro dias para tirar um amigo do túmulo, aceita de volta em casa o filho pródigo, transforma o coração do Pedro Pescador, e amou a Saulo, o perseguidor. Que diferença tenho eu dos tais? Em que sou melhor? Em nada senhores! Todos pecaram e destituídos estão da gloria de Deus. Ao olhar para mim, vejo o meu pecado. Ao olhar para Cristo, vejo o perdão. Sou constrangido por esse amor!
Sim, sou Cristão! Me orgulho de minha fé e crença. Creio no Cristo que morreu, mas que ao terceiro dia ressuscitou e está assentado a destra de Deus. Creio na Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo - creio nos dons espirituais, creio na vida eterna, aguardo a volta de Cristo para buscar um povo escolhido. Que povo? Aquele que crê em Jesus como único e suficiente Salvador, que vive uma vida em busca da santificação, que não se conforma com esse mundo e clama MARANATA, ORA VEM SENHOR JESUS!
Me orgulho de ser Cristão! A evidência do Cristo vivo é constante em minha vida. Fui liberto por Ele, transformado por Ele, salvo por Ele, batizado no Espírito Santo por Ele, vivo por Ele, falo com Ele, sinto Ele. Ele me conduz, me adverte, me exorta, me orienta, me sustenta, me renova, me aconselha. Por Ele sou mais que vencedor!
Se sou Cristão? Sim, sou Cristão! E como Paulo posso dizer que Dele e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém. (Romanos 11:36)

Em Cristo,

Samuel Eudóxio

sábado, 25 de março de 2017

CONGREGAÇÃO É PROIBIDA DE CONTRIBUIR

Um pastor, seguindo a orientação de Deus, pediu á sua congregação que doassem os meios necessários para que se construísse o local de culto e os utensílios para serem utilizados pelos ministros. Deus moveu o coração do povo, que voluntariamente trouxe á congregação todo o material necessário para a obra: ouro, prata, cobre, madeira, panos de cores azuis, púrpura e carmesim, além de pelos de cabras, peles de "carneiros tintas de vermelho", azeite da unção (não pode faltar no templo), além de outros materiais. A oferta foi grande! Homens e mulheres traziam aquilo que "dispunha seu coração" para construção daquele templo. Na congregação haviam dois irmãos, Bezalel e Aoliabe, a quem "o Espírito de Deus encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo artifício". Eles foram os supervisores da construção, os mestres de obra, além, é claro, de terem um dom especial de Deus para escupir em pedras, madeiras e inventar artes. A obra seguia bem, cada um fazia aquilo que sabia em prol daquela construção. Os construtores faziam a obra, e o coração do povo estava disposto a doar, ofertar. Todos os dias as ofertas eram trazidas ao nobre pastor. Nada faltava. Certo dia, qual não foi a surpresa quando alguém chegava com sua oferta (grifo meu) e recebeu a notícia: "estamos proibidos de ofertar! Isso mesmo, proibidos de ofertar". Mas não foi por acaso, ou por causa de discussões acerca da legitimidade dos dízimos e ofertas. Foi porque já não tinham onde colocar as ofertas, e porque o "povo trazia muito mais do que bastava para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse". Estava sobrando!
É impressionante o que Deus pode fazer quando o coração do povo está alinhado com a sua vontade. O Pr. Moisés teve o que bastava para a construção do Tabernáculo porque o povo se dispôs a fazer a obra, cada um com o que podia, segundo propunha no seu coração. Cada cristão de hoje precisa enxergar a necessidade da igreja que está a sua volta, dispôr seu coração a colaborar com aquilo que vier as suas mãos. Quem sabe um dia nosso pastor não precisará mais passar noites sem dormir preocupado com as necessidades do campo, e em um domingo desses não diga como o Pr. Moisés: "Nenhum homem, nem mulher faça mais obra alguma para a OFERTA alçada do santuário. Assim, o povo foi proíbido de trazer mais, porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava". (Êx 36.6,7)

Leia Êx 35; 36.1-7

Em Cristo, o Eterno

Samuel Eudóxio

quarta-feira, 22 de março de 2017

A oração de Jabez

1 Cr 4. 9-10

Introdução: Em meio a diversas genealogias o Espírito Santo lembra ao escritor acerca de homem que marcou a sua história e a vida de sua família por algum motivo: Jabez.

1 – A origem de seu nome.

1.1 Jabez: “gerado em dores”

Não há detalhes acerca das circunstâncias do nascimento deste homem, e porque ele foi gerado em dores. Não cabe especulações. O certo é que ele foi “gerado em dores”.

1.2. Quando Jabez nasceu sua mãe olhou para ele e disse: “Porquanto em dores o dei a luz”.

Seriam dores físicas ou dores sentimentais? Não importa, pois o que marcou este homem foram outras características.

1.3. Está diante de nós a benção ou a maldição, a vida ou a morte: “escolhe, pois, a vida, para que vivais, tu e a tua semente”. Dt 30.19

2 – Jabez foi mais ilustre que os seus irmãos. v. 9

2.1. Nós não podemos olhar apenas para as circunstâncias negativas da vida.

2.2. O que faz a diferença entre as pessoas é a forma que elas encaram e passam por cima de problemas e situações adversas. As nossas escolhas farão toda a diferença.

2.3. Jabez escolheu fazer a diferença.


3 – Jabez tomou uma atitude que mudou toda a sua história. v. 10

3.1. Jabez invocou “o Deus de Israel”.

3.2. Se invocarmos ao Senhor, Ele nos ouvirá. 

Veja:

2 Sm 22. 7: “Estando em angústia, invoquei ao Senhor e a meu Deus clamei; do seu templo ouviu Ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.”

Salmos 118. 5: “Invoquei o Senhor na angústia; o Senhor me ouviu e me pôs em um lugar largo”.

Salmos 17. 6: “Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos e escuta as minhas palavras.”

“…invocai-o enquanto está perto.” Is 55. 6


4 – A oração de Jabez. v. 10

4.1. “Se me abençoares muitíssimo…”
4.2. “…e meus termos ampliares…”
4.3. “…e a tua mão for comigo…”
4.4. “… e fizeres que do mal não seja afligido!”

5 – A resposta de Deus. v. 10

“E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.”

Jabez era conhecido de Deus, ou seja, ele tinha intimidade com Deus. Só se adquire essa comunhão e intimidade através de uma vida de consagração e oração, separando-se do mundo e buscando a santidade. Todos aqueles que desejam ser ouvidos por Deus como Jabez devem trilhar esse caminho.

Em Cristo,

Ev. Samuel Eudóxio 


quinta-feira, 2 de março de 2017

RECONHEÇA, HOJE!

Texto: Dt 4.39

Introdução: O livro de Deuteronômio é o quinto livro da Bíblia e faz parte da coleção chamada Pentateuco (Penta=cinco e Teuchos= livros ou volumes).

Gênesis: Deus cria o homem; o livro termina com um “caixão no Egito”
Êxodo: saída; Deus libertando o seu povo de faraó
Levitico: o povo escolhido e liberto recebe ordenanças; aprende os mandamentos
Números: livros das peregrinações; “no deserto”; povo aprende a andar com Deus
Deuteronômio: repetição da lei; “estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel”

No texto do capítulo 4 (quatro) Moisés enfatiza o papel do homem que pretende entrar no reino proposto por Deus, e as atribuições e papéis de Deus nesta aliança.

O versículo 39, de onde foi tirado o tema, chama-me a atenção pelas expressões “PELO QUE HOJE SABERÁS” (RECONHECERÁS) e “RELFETIRÁS NO TEU CORAÇÃO”.

RECONHECIMENTO: confissão; declaração; ato pelo qual se admite a existência de uma obrigação; ato pelo qual se reconhece um governo legalmente constituído; averiguação; exame.

Vejamos:

1 – Reconhecer de onde saímos. v. 20, 34-37

1.1. Éramos escravos do pecado. Jo 8.34
Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.”

1.2. O que mais Satanás queria era aumentar a nossa carga. Ex 5. 8-17
- os israelitas tinham agora que buscar as palhas
- a quantidade de tijolos deveria ser a mesma
- “Agrave-se o serviço sobre estes homens” Ex 5.9

1.3. O nosso fardo era pesado. Mt 11.28 – 30
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

1.4. Fomos libertos para sermos livres e não voltarmos mais à escravidão. Gl 5.1
Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.”


2 – Reconhecimento de que o reino que fazemos parte tem um código de condutas. v. 9, 13, 14

- O povo de Israel recebeu um código de conduta que regeria a vida espiritual, social, civil e moral da nação.

- Esse código de conduta é conhecido como Código Mosaico ou Lei de Moisés. É um dos códigos de conduta mais antigos da história.

- Nenhum povo que se diz organizado consegue subsistir sem leis e ordenanças. Sem parâmetros (regras, modelo) a serem seguidos. O contrário disto é chamado de desordem.

- Deus estabelece regras pelas quais o seu povo deveria viver. Enquanto o povo estivesse sob as bençãos destas regras, ele gozava de bençãos e de paz. A medida em que o povo se afastava da lei, era submetido aos fracassos e a morte.

- Essas regras são princípios inegociáveis; nós não podemos negociar com a Palavra de Deus. Ela é imutável e eterna. Os costumes mudam e são adaptáveis. A Palavra de Deus, Ela permanece a mesma!

2.1. Um dos princípios estabelecidos no reino proposto por Deus é que esse reino é teocrático, e não democrático.

Teo: Deus – Cracia: governo / ou seja, Deus no governo.

Nesse contexto Deus é a autoridade (legitimo poder de comando ou de ação)

2.2. Esse princípio de autoridade é um legado de Deus

- Já nascemos embaixo de autoridade (pai e mãe) “Honra teu pai e tua mãe.”

- Homem e mulher. “Far-lhe-ei uma ajudadora”

2.4. Houve um tempo em que o povo de Israel não tinha a quem se submeterem. O resultado foi que cada qual fazia o que bem entendia. Jz 17.6; 21.25
Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.”


2.4. Com relação a igreja, é Deus quem estabelece pastores e líderes que estejam governando sobre ela. Jr 3.15

E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.”

2.5. A Bíblia nos ordena a estarmos sujeitos as autoridades constituídas sobre nós.

- 1 Pe 2.13a: “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor;”

- Hb 13. 17: Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.


3 – Reconhecer que temos um Deus pessoal. v. 7

3.1. Temos um Deus chegado a nós todas as vezes que o chamamos. Dt. 4. 7

3.2. Um Deus que fala conosco

3.3. Um Deus que sente nossas dores. Rm 8.26
E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

3.4. Quanto mais me aproximo de Deus, mais ele “achega-se” a mim:

Jr 33.3: “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.”

Tg 4.8: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.”

Dt 4.29: “Então dali buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.”

Mt. 7. 7,8:Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.”


4 – Reconhecer que o Senhor é o nosso socorro presente na angústia. v. 30,31

4.1. É no “fim dos dias” que o Senhor nos socorre. v. 30

4.2. Deus nos ouve em meio as angústias. Sl 120.1
Na minha angústia clamei ao SENHOR, e me ouviu.”

4.3. Deus é nosso refúgio sempre presente. Sl 46.1
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”


5 – Reconhecimento de que o Senhor é o único Deus. Dt 4.39

5.1. Os seres espirituais reconhecem o Senhor como Único Deus. Ap 5.13
E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.”

5.2. Reconhecimento do homem. At 4.12
E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

5.3. Reconhecimento da igreja! Ela deve reconhecer o Senhor Deus como o Único Deus!


Em Cristo,

Ev. Samuel Eudóxio









segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Canaã é para cima, o Egito é para baixo.

Confira:

Gn 12.10;13.1; 26. 2; 43. 15, 20; 44. 23, 24, 26, 33, 34; 45. 9, 25; 46. 3, 4; 50. 5-7, 9, 14, 24.

Veja a diferença de decisões:


- Judá "desceu" a um povo que não era o seu . Gn 38. 1. 
- "E José foi levado ao Egito..." Gn 39. 1


Há uma grande diferença entre decidir "descer" e ser "levado", não acha?

Vemos outro José, agora o esposo de Maria, mãe de Jesus, sendo orientado pelo Senhor a se refugiar no Egito por um período de tempo, até que Herodes morresse e o perigo de morte passasse. (Mt. 2. 13 - 23)

Egito não é lugar para o povo de Deus habitar. É símbolo do mundo com as suas paixões. Não tem como adorar a Deus vivendo no "Egito" (Ex. 5.1-3; 8.1). Por mais que habitemos neste mundo, "não somos do mundo" (Jo 17. 14), estamos aqui de passagem, pois nos aguarda uma pátria celestial, onde viveremos por toda a eternidade.

Decidir viver no Egito (entenda) é sempre símbolo de fracasso, de alguém que escolheu "descer". Canaã é símbolo dos vitoriosos, daqueles que "sobem", que triunfam sobre o mundo e o pecado, e tem convicção de uma morada eterna, no céu (Hb 13. 14)

Quebre a aliança com o Egito, vem pra Canaã! Vem pra Jesus!

Em Cristo,

Samuel Eudóxio