quarta-feira, 11 de abril de 2018

FARDO PESADO OU FARDO LEVE? A ESCOLHA É SUA.

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." Mateus 11:28-30
Este texto trás-nos lições preciosas. Pregamos ele várias vezes para os não convertidos, mas ele tem uma mensagem maravilhosa para nós, crentes mais maduros. 
O texto fala de pessoas "cansadas" e "sobrecarregadas". Na vida estamos cercados de situações que nos cansam, nos sobrecarregam, trazem estresse e desconforto. 
Acontecimentos na família, trabalho, criação de filhos, casamento, ministério, sim ministério. Tudo isso são causas motivadoras de "cansaço", "sobrecarga", e muitos não tem encontrado a saída para estes problemas, o que acarretam problemas de saúde física, mental, psicológica e "esgotamento espiritual". Outros, por sua vez, escolhem o fim mais trágico e triste, o suicídio, e infelizmente até no meio evangélico e ministerial estamos presenciando este fato, o que leva-nos a refletir que algo está errado e precisa mudar.
Nesse sentido, em busca de mudanças, o melhor que o conhecedor da Palavra de Deus pode fazer é orientar-se pelas Escrituras, pois ela tem as saídas para o nosso "cansaço" e "sobrecarga".
Nesse texto Jesus faz um convite: "Vinde a mim". Primeiramente Ele chama a Si aqueles que estão cansados porque ele tem o alívio para eles. Depois Ele coloca sobre nós um "jugo", que serve para dirigir, orientar a caminhada, guiar no caminho, dividir o peso com o boi que está ao lado (em outra postagem falamos do resultado se os dois bois não tiverem a mesma passada, ou se um for menor que o outro). Jesus nos convida a deixar que Ele nos guie por caminhos que Ele mesmo preparou para nós, que tomemos sobre nós a Sua direção na vida, na família, no trabalho, no ministério.
Depois o Mestre nos convida a "aprender" com Ele, e sem dúvidas temos muito a "aprender". Vamos morrer sem aprender tudo, sempre tem espaço para mais quando estamos na presença de Jesus, e quantas lições Ele tem para nos dar: de amor, compreensão, abnegação, entrega, servidão, compaixão, liderança, companheirismo, fidelidade, e para resumir, humildade e mansidão como diz o texto. Jesus explica que só depois de ir até Ele, deixar que Ele nos guie e nos ensine é que encontraremos descanso para a alma. 
Que esperança a nossa, sabermos que Jesus nos oferece "descanso para a alma" ao invés de "cansaço e sobrecarga". 
Ele alivia a nossa bagagem, tira o nosso fardo, mas coloca sobre nós outro fardo e explica que o Seu fardo é "leve e o seu julgo é suave". Ora, se nossos fardos são pesados e estamos em sobrecarga estamos carregando um fardo que não é o de Jesus. Ele pode ser nosso, os que escolhemos, os que carregamos de outros, os que adquirimos na caminhada da vida, o que assumimos sem perceber, e se você não tomar a atitude de deixar essa carga com Jesus e assumir o que Ele tem para sua vida você corre o risco de não chegar no fim da caminhada.
Jesus não quer dizer que as coisas são fáceis, mas ele ensina que não é tão difícil, tem um jeito, tem uma esperança, você pode ser feliz em meio aos problemas da vida, em meio as pressões, desde que você deixe a sua carga sobre os pés Dele e deixe que a sua vida seja governada no sentido da "perfeita, boa e agradável" vontade de Deus.


Deus abençoe a sua vida.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

DEUS EXALTADO, DAGOM ENVERGONHADO

1 Sm 5

Introdução: No capítulo 4 vemos Israel passando por um momento de grande derrota, quando os seus exércitos são derrotados e a Arca da Aliança é tomada pelos filisteus. Mas perceba que essa derrota é do povo de Deus, e não do próprio Deus que nunca perde uma batalha.

1 – Os filisteus “tomaram a Arca de Deus”. 1 Sm 5.1
Os filisteus pensavam que a vitória deles sobre Israel era também uma vitória contra o próprio Deus. Em 1 Sm 4. 6, 7 os filisteus reconhecem que Algo sobrenatural acompanhava Israel nas batalhas, mas quando o povo de Deus se afasta Dele e é derrotado na batalha os adversários passam a acreditar, enganosamente, que Deus também poderia ser vencido. Nosso testemunho de fé poderá influenciar na maneira que o mundo e aqueles que estão ao nosso redor vê Deus.

2 – A Arca diante de Dagom. 1 Sm 5. 2
Após tomarem a Arca os filisteus a colocam “diante” de Dagom, como se Dagom fosse superior a Deus. Novamente eles se enganaram. Israel perdeu a batalha, mas Deus continua sendo Deus. Ele não se submeterá aos ídolos, tampouco será comparado a eles. Algo estava por vir.

3 – Dagom diante de Deus. 1 Sm 5. 3
Na madrugada do dia seguinte os filisteus encontram Dagom, o seu deus, caído prostrado diante da Arca “com o rosto em terra”. Imediatamente eles “tomaram a Dagom e tornaram a pô-lo no seu lugar”. Que deus é este o dos filisteus que carece de ser levantado por estar caído? A manhã do dia seguinte traria novas notícias.

4 – Dagom vencido, Deus exaltado. 1 Sm 5. 4
Podemos imaginar que na manhã seguinte ao episódio em que Dagom prostrou-se diante da Arca o povo cresceu em número no templo de seu deus para ver se algo novo havia acontecido. A surpresa foi ainda maior: Dagom estava caído novamente, só que desta vez sua cabeça e ambas as palmas de suas mãos foram cortadas. Era Deus mostrando que Ele continua no trono, que Ele continua sendo Deus! Não vemos os filisteus se rendendo ao Senhor, mas a declaração do versículo 7 (sete) é o bastante como um reconhecimento de que Dagom perdeu a batalha: “Não fique conosco a arca do Deus de Israel; pois a sua mão é dura sobre nós e sobre Dagom, nossos Deus.”

5 – Para os filisteus foi mais fácil sofrer a ira de Deus do que se entregar a Ele. 1 Sm 5. 6 – 12
Mesmo após a derrota de Dagom observa-se que os filisteus não se rendem a soberania de Deus, e diante disso são castigados com hemorróidas (tumores) que fazem com que o povo clame de tal forma que o “clamor da cidade subia até o céu” (1 Sm 5. 12). Para algumas pessoas é mais fáci sofrer do que reconhecer o Senhor como o seu Deus. É mais fácil viver uma vida de sofrimentos longe de Cristo do que reconhecer que Ele morreu para lhes dar “vida abundante” e “vida eterna”. A ação final destes filisteus foi tirar Deus do meio de seu povo e devolver a Arca da Aliança aos Israelitas (1 Sm 6). As lições vividas naqueles dias em que a Arca esteve entre os filisteus de nada serviu para o seu arrependimento e reconhecimento do Deus verdadeiro, pelo contrário, depois de passar por tudo eles ainda declararam que o limiar do templo seria mais “sagrado” ainda a partir de então, sendo proibido pisar nele (1 Sm 5. 5; Sf 1. 9).

Conclusão: Deus tem dado aos homens prova de sua existência. Deus tem ensinado que nossas derrotas não significam que Ele está inoperante, mas que pelo contrário Ele continua sendo Deus e nunca perde. Ele tem nos ensinado que a Sua glória é superior aos ídolos de madeira, barro ou ouro. Ele é soberano sobre tudo e todos! Nós falhamos, erramos, mas Ele contínua sendo Deus. Aqui está uma lição para o povo de Deus de que se falhamos ou perdemos a culpa sempre será nossa, nunca de Deus. É uma lição também aos inimigos de Deus e da Cruz, ensinando que a manifestação do poder e da soberania de Deus é uma oportunidade de reconhecer que Ele é o Senhor. Uma pena muitos não reconhecerem isso.

Em Cristo,

Pr. Samuel Eudóxio
Auxiliar na Assembleia de Deus Ministério de São João Del Rei (MG)

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

FARINHA, PÃES E QUEIJO

Davi iniciou sua trajetória na nação de Israel com 01 efa de grão de trigo tostado (aprox. 23 litros), 10 pães e 10 queijos (1 Sm 17. 17, 18). Venceu um gigante que afrontava o povo de Deus por 40 dias, e resumindo, tornou-se o rei de Israel.
Em 1949 Billy Graham já realizava suas cruzadas de salvação, porém ainda de forma mais modesta, sem grande divulgação pela imprensa nacional. Neste ano, um dos maiores nomes da indústria jornalistica da época, William Randolph Hearst, enviou um telegrama aos editores de seu jornal dizendo: "Puff Graham" (Promovam Graham), "soprem o nome dele". Nesta época Graham estava realizando uma cruzada que duraria 3 semanas, que foi prolongada para 8, seu nome ficou nacionalmente conhecido e ganhou apoio para colocar em pratica seus projetos evangelísticos.
Há uma preocupação enorme nos pregadores atuais em promover-se, ser conhecido nacionalmente, e consequentemente pregar nos maiores púlpitos e congressos do país. Perseguem a fama ministerial a qualquer preço. O sucesso ministerial passou a ser medido pelas agendas cheias ou pelos sucessos das redes sociais. E para se chegar lá, há caminhos humanos que estão sendo percorridos.
Uma troca de agenda: "Você me indica, que eu te indico", uma "semente" lançada em "solo fértil", ("quem lê, entenda!"), uma articulação ministerial aqui e ali, e pronto, tá feito o próximo "pregador de multidões". O resultado todos já conhecem: um empobrecimento cada vez maior das verdades pregadas em nossos púlpitos, e muitas das vezes escândalos envolvendo nomes reconhecidos no meio.
Caro leitor, não se iluda, a auto promoção pode até te levar a algum lugar, mas não por muito tempo. Os vários métodos utilizados para se lançar na mídia "gospel" não pode substituir os métodos de Deus. Quem diria que aquele moço que chegou no campo de batalha com farinha, pães e queijo iria derrubar um gigante, ser honrado pelo rei e posteriormente governar a própria nação? Deus não mudou, ele é o mesmo, o Deus de Davi, de Granham, e também o seu Deus. Não é pelo que você tem, ou aparenta ser, é por aquilo que você é diante de Deus. Confie nele!

Em Cristo,

Pr. Samuel Eudóxio

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Uma batalha de muitas derrotas

Texto: 1 Sm 4

Introdução: A situação pecaminosa de Israel e do sacerdócio levou a nação a experimentar uma batalha de grandes derrotas, conforme vemos a seguir:

1 – Uma batalha de derrotas físicas. v. 2, 10
Morreram 34 mil israelitas.

2 – Uma batalha de derrotas morais. v. 10
Israel fugiu de seus inimigos.

3 – Uma batalha de derrotas pessoais. v. 11
A morte de Hofni e Finéias.

4 – Uma batalha de derrotas espirituais. v. 11
A arca de Deus foi tomada. Esse fato demonstra que eles tinham na presença da arca a garantia de suas vitórias, independente de sua situação moral. “Deus não se deixa escarnecer”. Eles “não compreendiam que um símbolo das coisas espirituais não é uma garantia absoluta da realidade que ele representa. Deus permanecia com o seu povo somente enquanto esse povo procurasse manter comunhão com Ele, segundo o concerto. Semelhantemente, sob o novo concerto, alguém ser batizado em águas, ou participar da Ceia do Senhor nenhum benefício espiritual lhe trará a não ser que viva em sincera obediência ao Senhor, trilhando seus justos caminhos (1 Co 11. 27-30)”.

5 – Uma batalha de derrota coletiva. v. 13
Toda a cidade, a nação de Israel sentiu a perda. Há erros cometidos individualmente que refletirão negativamente na coletividade.

6 – Uma batalha de derrotas familiares.
Morte de Hofni e Finéias. v. 11
Morte de Eli. v. 18
Morte da mulher de Finéias. v. 19 – 22

7 – Uma batalha de perdas que não se pode contabilizar. v. 21, 22
“Foi-se a glória de Israel.” Dá para imaginar o tamanho dessa perda? Mesmo que nos capítulos posteriores, a decadência de Israel reflita um pouco dessa perda, é impossível mensurar na sua totalidade, visto que o valor da “glória de Deus” está muito acima de qualquer imaginação humana.


Conclusão: O grau de nosso relacionamento com Deus definirá se teremos vitórias ou derrotas nas batalhas da vida.  

Em Cristo,

Pr. Samuel Eudóxio

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Pérolas ou ostras?

A pérola ou a ostra: qual é mais importante? A ostra nada mais é que um invólucro, uma casca, que para muitos, é sem valor. A pérola que ela produz e carrega sim, tem todo o valor. Deus tem muitas pérolas para os seus filhos, mas não se esqueça das ostras.
Mesmo que a ostra seja desprezada e tida como sem valor, muito pelo contrário é ela que produz a pérola. Isso me faz pensar sobre o que chamamos de tradição ou religiosidade contrapondo com uma vida plena no Espírito Santo. Há diversos movimentos que defendem um abandono das tradições religiosas, das liturgias e outros aspectos doutrinários que acompanham a igreja a tempos para dar lugar a uma efusão mais plena do Espírito Santo caraterizado por manifestações dos dons espirituais. Concordo que há elementos denominacionais que só servirão a determinada denominação e que por vezes são dificultadores para que essa efusão aconteça, mas de modo algum acontecerá um verdadeiro derramar do Espírito Santo sem a proteção da verdadeira doutrina bíblica e ortodoxa.
A busca pela pérola não pode desprezar a ostra. Uma vida plena no Espírito não pode desprezar as Escrituras, tradições e princípios bíblicos, posto que é justamente esses últimos que tem mantido a chama acesa a mais de dois mil anos. O contrário disso é modismo, e o modismo desvanece.
Portanto, não despreze a ostra.