quinta-feira, 19 de julho de 2018

UM DIA DE AMARGURA PARA DAVI


2 Sm 18. 1 – 19. 10

Introdução: Há batalhas que gostaríamos de nunca ter que passar por elas. Há dias que se pudéssemos apagaríamos da existência e de nossa memória. Davi estava preste a passar por ambas as situações.

1 – Preparativos para a batalha. v. 1, 2

A decisão de lutar não agradava a Davi, visto que lutaria contra o exército do próprio filho. No entanto, ele não tinha mais escolhas, pois o exército de Absalão estava marchando em direção a ele, sua família e o povo que o seguira. O rei estava se aproximando de um dos piores dias da sua vida.

1.1. Davi dividiu o povo colocando sobre eles “capitães de mil e capitães de cem”. Há textos que cita apenas “de cem”, porém sem dúvidas a multidão que segui a Davi e capazes de empunhar uma espada passava dos milhares. v. 1, 4

1.2. Ele dividiu o seu exército em pelo menos 3 batalhões sob o comando de Joabe, Abisai e Itai. v. 2. Perceba que temos um gentio que acompanhava Davi e que agora está disposto a lutar pelo rei, colocando seus homens a disposição para a batalha. A bíblia está repleta de gentios que abraçaram a causa do Povo de Deus: Raabe, Rute, Cornélio, entre outros.

1.3. O próprio Davi quer ir na frente da batalha, mas é impedido pelo povo. v. 2 - 4. Nesse texto observa-se algo extraordinário: o reconhecimento do povo da liderança de Davi, bem como a capacidade do rei de mobilizar e influenciar as pessoas, visto que o povo diz que caso eles morressem o coração do povo não sofreria com eles, pois Davi poderia ajuntar “mais dez mil como eles”. Uma lição de humildade, submissão e valorização do líder.

2 – Para aquela batalha Davi não motivou seus guerreiros à vitória. v. 5

2.1. Observe as reações de Davi antes e após as batalhas e perceba o quanto seu coração está angustiado e desesperançoso nesta ocasião. Ele dá ordens expressas a seus guerreiros que tratasse a Absalão com brandura (v. 5). Em outras ocasiões a palavra seria diferente: 1 Sm 17. 26, 32, 32 – 37, 45 – 47; 30. 17 – 21; 2 Sm 8. Observe as palavras de Joabe antes de uma batalha: 2 Sm 10. 11, 12.

Há algo intrigante nesse texto. Não podemos excluir os sentimentos do coração de um pai que está prestes a lutar contra o próprio filho. O coração de Davi estava dilacerado, porém não poderia se privar da posição de ser o Rei de Israel. Absalão já havia sido tratado com brandura em outras ocasiões em que mereceria a morte, mas Davi o poupa. Aqui, ele o poupa novamente deixando transparecer o quanto ele tem dificuldades em lidar com problemas familiares, o quanto as suas questões familiares estavam mal resolvidas. Quem sabe Davi não guardava em seu coração um arrependimento por não visitar e acertar com Absalão a situação deles enquanto o filho morava em Jerusalém e sequer o pai falava com ele. Enfim, temos um rei cujo exército lutará contra o próprio filho. De um lado um pai angustiado, mas, ao mesmo tempo, um rei cujos súditos e guerreiros esperam que faça justiça, que lhes apoiem na batalha. Do outro, temos um Absalão rebelde, divisor, que ultrajou as concubinas do pai para envergonhá-lo, que expulsou o próprio pai do trono e que agora está a procura do pai para matá-lo. Como pai compreendemos o coração de Davi. Como rei ele ficou devendo neste episódio. Como o homem segundo o coração de Deus ele prefigura o amor de Cristo por nós, que nos ama e não nos trata segundo os nossos pecados. (Sl 103. 1 - 14)

3 – A morte de Absalão. v. 9 – 15

O texto dos versículos 7 e 8 dizem que na batalha morreram 20 mil israelitas e mais do que isto morreram pela floresta. Possivelmente a floresta era densa, com covas, betas, cavernas entre os arbustos, e por isso quando o exército de Absalão fugiu tiveram problemas nesta floresta. Possivelmente caíram em covas, penhascos ou quem sabe foram mortos por animais selvagens. Certo é que milhares foram mortos pela floresta, de uma alguma forma.


3.1. Pendurado pelos cabelos

Absalão ao fugir prendeu o cabelo em um carvalho, o que vendo um soldado de Davi o anunciou a Joabe, que imediatamente trata de dar fim a vida do jovem rebelde. v. 14, 15. Absalão poderia morrer por si só, mas o perfil guerreiro e vingativo de Joabe não aceitaria ver o inimigo do rei morrer de forma natural, sem que seu sangue fosse derramado. Quem sabe Joabe lembrara-se de URIAS, um guerreiro inocente que o próprio Davi manda matar por interesses pessoais, e agora o mesmo rei manda poupar a vida de um filho rebelde que caminhava para matá-lo. Era pedir muito para Joabe.

3.2. Triste fim para um filho do rei. v. 17

Absalão teve um sepultamento sem honra. Alguns homens, que sequer sabe-se os nomes, o lançaram “numa grande cova, e levantaram sobre ele um mui grande montão de pedras”. O filho rebelde do rei teve um triste final de vida. Infelizmente essa mesma história se repete em nossos dias quando muitos filhos são desobedientes aos seus pais e vivem uma vida desregrada nas drogas, álcool ou prostituição, e tem a vida ceifada nas ruas das grandes e pequenas cidades, ceifados pela violência. Não são poucos os casos de filhos de crentes fiéis que se rebelam contra o Senhor e contra os ensinamentos da família e tem esse triste fim. Outros exemplos são os obreiros que rebelam-se contra a sua liderança, dividem igrejas e ministérios inteiros em busca de poder e privilégios fora do tempo. Infelizmente muitos desses obreiros, quando não se arrependem, acabam por perder a visão do Reino de Deus e por ter um ministério muito aquém do que o Senhor havia lhes preparado. Como Absalão, em ambos os exemplos encontramos pessoas talentosas, mas que desperdiçaram o seu talento e força por não serem submissos e obedientes. De Absalão, pelo que parece pelo texto, não lhe restou nem os filhos que tinha para sua memória (2 Sm 18. 18; 2 Sm 14. 27). “A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos cai em podridão”. (Pv 10. 7)

4 – As “boas novas”, nada boas aos olhos de Davi. v. 19 – 33

Neste trecho do texto podemos extrair lições muito proveitosas para nosso elevo espiritual e aprendizado.
Quando Absalão morre o mensageiro Aimaás, filho do sacerdote Zadoque, se apresenta a Joabe e voluntaria-se para levar as “boas novas” ao Rei Davi. Não era uma mensagem fácil de levar, mas ele parece querer entregá-la, visto que quando foi censurado por Joabe, que lhe informa que naquela ocasião ele não seria o portador da mensagem, ele insiste com o comandante para que pudesse dizer a Davi as novidades da batalha. Depois de muita insistência Joabe permite que ele corra. Aimaás era um habilidoso corredor e mesmo saindo atrás do cuxita enviado por Joabe ainda consegue passá-lo e chegar a Davi antes dele.
Quando foi visto pelo sentinela e anunciado ao rei que Aimaás estava vindo o monarca expressou que ele traria boas notícias, pois era um homem de bem. Parece que Davi já sabia que as palavras de Aimaás eram suaves, daquele tipo de pessoa que não consegue falar a verdade, mas que a omite, mesmo com prejuízo das pessoas e de sua própria reputação. E foi o que realmente aconteceu. Ele “desconversa” e diz que viu um alvoroço, mas não sabia o que tinha acontecido ao jovem Absalão.
Da mesma forma temos muitos ensinadores e pregadores entregando as “boas novas” pela metade. São pregadores que não tem mensagem, mas a exemplo de Aimaás fazem questão de se apresentar para falarem daquilo que não estão preparados ou que sequer sabem. A tarefa de falar a verdade ficou a cargo de um cuxita desconhecido, cujo nome não é citado.
Aquele cuxita, mesmo sendo ultrapassado por Aimaás não desiste, pois ele recebera ordem de Joabe e tinha uma mensagem para ser entregue. Ao chegar na presença do Rei Davi ele não exita e diz toda a verdade dos fatos. Fala da vitória dos exércitos do rei e ao ser questionado acerca de Absalão deixa entendido que o filho do rei estava morto. Não era uma mensagem fácil de ser entregue, mas foi.
A lição que o cuxita nos ensina é que recebemos uma ordem do nosso comandante, Jesus de Nazaré, e que o nosso foco, o nosso objetivo é levar essa mensagem conhecida a todos quantos pudermos alcançar. Na caminhada encontraremos alguns que de alguma forma passarão por nós em busca de status e posições, ou seja, não faltarão os “Aimaás”, mas nossos olhos não poderão estar sobre eles, mas focados na ordem Daquele que nos enviou. Há tantos que param no caminho ao se compararem a mensageiros como Aimaás, que não sabe esperar a sua vez, o seu tempo, além de desrespeitar o seu companheiro. Por causa de muitos “Aimaás”, muitos “cuxitas desconhecidos” tem ficado a beira do caminho, desistem de caminhar. Mas esse desconhecido deixa-nos a lição de que devemos continuar caminhado e cumprindo o ministério. No final prevalecerá a mensagem daquele que prima pela verdade.


5 – Não chore Davi! 2 Sm 18. 33 – 19. 10

A notícia da morte de Absalão joga Davi literalmente na lona. O rei saiu da presença de seus súditos e foi a um lugar reservado para chorar pelo filho morto. Este trecho nos ensinam pelo menos três lições. Veja:

5.1. O amor incondicional de um pai. 2 Sm 18. 33; 19. 4
Impossível que fosse diferente. Quando Davi passa a lamentar a morte de Absalão com choro, prantos, com exteriorização de seus sentimentos, está sendo demonstrado o amor de um pai por um filho, mesmo sendo um filho rebelde e maldoso como Absalão. É bom lembrarmo-nos de que Davi era um homem “segundo o coração de Deus”, e neste sentido representa bem o amor de Deus por nós, visto que Ele enviou o seu Filho Amado para morrer em nosso lugar “sendo nós ainda pecadores”. (Rm 5. 8). Além disso Deus não nos trata segundo os nossos pecados, “nem nos retribui segundo as nossas iniquidades”. (Sl 103. 10). Aqui não está chorando o rei, está chorando o pai amoroso.

5.2. A perda da razão de um rei. 2 Sm 19. 1 – 10

Que Davi tinha todo direito de lamentar a morte de seu filho isso é inquestionável. Porém, esse lamento e choro deveria dar lugar a razão. Após chorar e lamentar pelo filho rebelde, o Rei Davi deveria enxugar as suas lágrimas e posicionar-se na entrada da cidade para receber os soldados vindos da batalha, homens estes que arriscaram as suas vidas por ele, por sua família e por seu reino. Ao contrário, ele se tranca e o que se ouvem são gritos de um rei descontrolado, emocionalmente abalado e incapaz de se levantar e enxergar a realidade.
Essa situação trouxe uma grande tristeza sobre todos os que acompanhavam Davi em Maanaim, e aqueles que voltavam da peleja e ouviam que Davi estava triste pela morte de Absalão enchiam-se de vergonha e entravam cada um a seus aposentos. Dá para imaginar a cabeça desses guerreiros? Dá para imaginar os murmúrios pelos cantos de Maanaim?
Esse episódio ensina-nos o quão difícil é a vida de um líder. Há momentos que ele deverá abster-se de seus direitos de exprimir as próprias emoções em nome do bem e interesse coletivo. Era o que aquele exército esperava. Era o que Davi deveria ter feito, mesmo com dificuldade. É a expressão máxima de que os interesses do povo de Deus, da obra de Deus estão acima de nossos interesses pessoais. Difícil lição.

5.3. A voz da razão contra a voz da emoção. 2 Sm 5 – 7

A decisão de Joabe de entrar na presença de Davi e repreendê-lo parece um pouco questionável, mas era preciso. Era o subordinado chamando a atenção do superior, o súdito repreendendo o rei, mas a situação pedia essa atitude de Joabe, que ao longo de sua história teve também seus altos e baixos, mas nesse momento se apresenta de forma racional para tirar Davi do seu êxtase de irracionalidade.
Aconselhar e opinar nunca é tarefa fácil. Davi poderia ter visto essa atitude de Joabe como um desrespeito. Mas o certo é que podemos aprender com as repreensões dos que nos amam, e também daqueles que não nos querem bem. Devemos filtrar as informações e tirar conclusões aplicáveis a cada caso, sem julgarmos prematuramente as opiniões e conselhos que recebemos. Davi poderia até não ter gostado, mas colocou em prática o conselho de Joabe e se apresentou ao povo, que reanimaram-se e vieram ao seu rei.
Essa atitude aconteceu no momento certo, visto que em todas as tribos a fragilidade de Davi já estava sendo assunto de “esquina”, pois o rei que livrou o povo de seus inimigos e derrotou os filisteus, “fugiu da terra por causa de Absalão”. (2 Sm 19. 9). Mesmo com o emocional abalado Davi teve que assumir a vitória sobre Absalão, fortalecer a sua liderança e assumir novamente o controle da nação. O resultado não poderia ser outro, pois o povo chega a conclusão que sendo Absalão morto não restava outra coisa a fazer senão trazer Davi de volta para reinar em Jerusalém. A postura positiva de Davi após os conselhos de Joabe reanimou o povo, e calou os seus adversários. A ordem desde então era: “agora, pois, por que vos calais e não fazeis voltar o rei?” (2 Sm 10. 10)

Conclusão: Não resta dúvida de que Davi estava vivendo os resultados de seu pecado, e de que a “espada” de que profetizara Natã mais uma vez visitara a sua família. Davi vivenciou um dos dias mais amargos de sua vida, mas ainda nessas condições adversas experimentou o livramento do Senhor e aprendeu a duras custas.

terça-feira, 19 de junho de 2018

FILHOS, NOSSO MAIOR PATRIMÔNIO


Salmos 127. 3 - 5

1 – O nascimento de um filho era festejado.
1.1. Caim. Gn 4. 1
1.2. Sete (compensação ou renovo). Gn 4. 25
1.3. Isaque. Em hebraico “riso ou filho da alegria”. Gn 21. 5 – 7
1.4. Benoni ou Benjamin? Gn 35. 16 – 18. Benoni (filho da minha dor”, "proveniente da minha dor" ) Benjamin (o bem-amado”, “filho da felicidade” e “filho da mão direita” ). Perceba que até em uma situação de tristeza, o pai faz questão de abençoar o filho. Há filhos que não são aceitos desde a gestação e quando nascem são rejeitados pelos pais, ou por um dos cônjuges. Cuidado com isso! Mude a visão. Abençoe, não amaldiçoe!

2 – Os filhos são um presente de Deus.
2.1. Esaú ao reencontrar Jacó. Gn 33. 5
2.2. José ao reencontrar o pai. Gn 48. 9
2.3. O Senhor faz com que a estéril seja alegre mãe de filhos. Sl 113. 9
2.4. São uma herança. Sl 127. 3

3 – Os filhos são estimados pelos pais
3.1. O grande número de filhos era sinal de bênção. Sl 127. 3 – 5; 128. 3
3.2. São a coroa dos “velhos”. Pv 17. 6

4 – Deveres dos pais para com os filhos
4.1. Fazer do lar um local de proteção e segurança. Ct 2. 4
4.2. Prover. 2 Co 12. 14; 1 Tm 5. 8
4.3. Ensinar ao filho o amor de Deus. Dt 6. 6, 7; Pv 22. 6; 2 Tm 1. 5; 3. 14, 15
4.4. Criar os filhos. Ef 6.4
4.5. Instruir, educar. Pv 1. 8 – 19
4.6. Não produzir ira nos filhos. Ef 6. 4
4.7. Monitorar / controlar. 1 Tm 3. 4 (“que governe bem a sua própria casa...”)

5 – Deveres dos filhos
5.1. Amar a Deus. Dt 6. 5
5.2. Honrar os pais. Ex. 20. 12; Ef 6. 1 – 3
5.3. Amadurecimento; desmamar; crescer em todas as áreas. Gn 21. 8; 1 Co 13. 11
5.4. Obediência. Pv 6. 20 – 23; Ef 6. 1
5.5. Planejar o futuro. Ec 11. 1 (“Lança o teu pão…); Pv 26. 13 – 15 (“Diz o preguiçoso…)

6 – Exemplos de filhos rebeldes
6.1. Caim, que desde o início negou a verdadeira adoração e matou o irmão. Gn 4
6.2. Os filhos de Efraim, ladrões de gado. 2 Cr 7. 20 – 24
6.3. Os filhos de Eli. 1 Sm 2. 18 – 26, 29
6.4. os filhos de Samuel. 1 Sm 8. 1 – 3
6.5. Roboão, que preferiu ouvir os amigos do que a voz da experiência. 1 Rs 12. 6 - 10

7 – Filhos exemplares e prósperos
7.1. Isaque, exemplo de obediência. Gn 22
7.2. Samuel. 1 Sm 2. 18, 26
7.3. Davi, que pastoreava enquanto os irmãos estavam em casa. 1 Sm 16. 1 - 13
7.4. Jesus. Lc 2. 52
7.5. Timóteo. 2 Tm 1. 5; 3. 14, 15

Em Cristo,

Pr. Samuel Eudóxio

sábado, 12 de maio de 2018

Qual a sua posição?

Sem dúvida o futebol é o esporte que atraí a maior parte de crianças e adolescentes do sexo masculino. Quer fazer algo em sua comunidade para mobilizar essa clientela ociosa? Use o futebol, não falha. 
Um dia desses, em um projeto que temos acompanhado aqui na minha cidade natal, ouvi uma história que serve de lição. Tem um garoto que é goleiro e vem treinando semanas após semanas no gol. No dia do jogo, atraído pela glória que se dá ao atacante ele decide, na hora, que queria jogar "na linha", e de atacante. O treinador, confuso, teve que gastar um bom tempo com ele convencendo-o do seu importante papel de goleiro. Coisa de criança, claro. No final ele jogou no gol e fez uma ótima partida.
Tem muita gente assim, querendo jogar em todas as posições. Uma hora é goleiro, outra hora quer bater o escanteio e correr pra fazer o gol. Depois joga de meio campo, lateral e quer ser o armador de jogadas. Mais um pouco e é o treinador. O problema é que esquecem-se de focar na posição que mais joga bem, que tem maior habilidade, e no final não contribui em nada na partida. Não ajudou a equipe e contrariou o treinador e a torcida. Foi desclassificado. 
Na vida cristã também existem os que insistem em jogar em diversas posições. Digo jogar de propósito, porque é o que muitos tem feito de sua vida espiritual e ministerial: um jogo. Após ter um encontro com Cristo ainda não compreendem que Satanás tem os seus "ardis" e facilmente mudam o foco e opiniões, jogam de acordo com a situação, e não tem uma posição definida. Os desejos da carne e interesses pessoais falam mais alto do que a Salvação ofertada por Jesus. A posição ética, a fidelidade, a moralidade e "espírito de equipe" facilmente dão lugar aquilo que é conveniente. Não existe mais foco, não existe mais um preço a ser pago, não há mais "chamados para o sofrimento".
Paulo exemplificando o foco na vida espiritual e ministerial escreve ao jovem obreiro Timóteo na sua segunda carta no capítulo 2 que se o atleta não competir segundo as regras ele não pode ser coroado. (2 Tm 2. 5). Há uma responsabilidade aqui. Precisamos entender a nossa posição e "lutar legitimamente" por ela, dia após dia. Nossa posição em Cristo para a Salvação e para o ministério não está aberta para negociação. Temos um foco e não podemos nos "envolver com os negócios dessa vida", não podemos mudar de posição, " afim de agradar àquele o [nos] alistou para a guerra". (2 Tm 2. 4). 
Que o Senhor nos ajude!
Em Cristo,

quarta-feira, 11 de abril de 2018

FARDO PESADO OU FARDO LEVE? A ESCOLHA É SUA.

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." Mateus 11:28-30
Este texto trás-nos lições preciosas. Pregamos ele várias vezes para os não convertidos, mas ele tem uma mensagem maravilhosa para nós, crentes mais maduros. 
O texto fala de pessoas "cansadas" e "sobrecarregadas". Na vida estamos cercados de situações que nos cansam, nos sobrecarregam, trazem estresse e desconforto. 
Acontecimentos na família, trabalho, criação de filhos, casamento, ministério, sim ministério. Tudo isso são causas motivadoras de "cansaço", "sobrecarga", e muitos não tem encontrado a saída para estes problemas, o que acarretam problemas de saúde física, mental, psicológica e "esgotamento espiritual". Outros, por sua vez, escolhem o fim mais trágico e triste, o suicídio, e infelizmente até no meio evangélico e ministerial estamos presenciando este fato, o que leva-nos a refletir que algo está errado e precisa mudar.
Nesse sentido, em busca de mudanças, o melhor que o conhecedor da Palavra de Deus pode fazer é orientar-se pelas Escrituras, pois ela tem as saídas para o nosso "cansaço" e "sobrecarga".
Nesse texto Jesus faz um convite: "Vinde a mim". Primeiramente Ele chama a Si aqueles que estão cansados porque ele tem o alívio para eles. Depois Ele coloca sobre nós um "jugo", que serve para dirigir, orientar a caminhada, guiar no caminho, dividir o peso com o boi que está ao lado (em outra postagem falamos do resultado se os dois bois não tiverem a mesma passada, ou se um for menor que o outro). Jesus nos convida a deixar que Ele nos guie por caminhos que Ele mesmo preparou para nós, que tomemos sobre nós a Sua direção na vida, na família, no trabalho, no ministério.
Depois o Mestre nos convida a "aprender" com Ele, e sem dúvidas temos muito a "aprender". Vamos morrer sem aprender tudo, sempre tem espaço para mais quando estamos na presença de Jesus, e quantas lições Ele tem para nos dar: de amor, compreensão, abnegação, entrega, servidão, compaixão, liderança, companheirismo, fidelidade, e para resumir, humildade e mansidão como diz o texto. Jesus explica que só depois de ir até Ele, deixar que Ele nos guie e nos ensine é que encontraremos descanso para a alma. 
Que esperança a nossa, sabermos que Jesus nos oferece "descanso para a alma" ao invés de "cansaço e sobrecarga". 
Ele alivia a nossa bagagem, tira o nosso fardo, mas coloca sobre nós outro fardo e explica que o Seu fardo é "leve e o seu julgo é suave". Ora, se nossos fardos são pesados e estamos em sobrecarga estamos carregando um fardo que não é o de Jesus. Ele pode ser nosso, os que escolhemos, os que carregamos de outros, os que adquirimos na caminhada da vida, o que assumimos sem perceber, e se você não tomar a atitude de deixar essa carga com Jesus e assumir o que Ele tem para sua vida você corre o risco de não chegar no fim da caminhada.
Jesus não quer dizer que as coisas são fáceis, mas ele ensina que não é tão difícil, tem um jeito, tem uma esperança, você pode ser feliz em meio aos problemas da vida, em meio as pressões, desde que você deixe a sua carga sobre os pés Dele e deixe que a sua vida seja governada no sentido da "perfeita, boa e agradável" vontade de Deus.


Deus abençoe a sua vida.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

DEUS EXALTADO, DAGOM ENVERGONHADO

1 Sm 5

Introdução: No capítulo 4 vemos Israel passando por um momento de grande derrota, quando os seus exércitos são derrotados e a Arca da Aliança é tomada pelos filisteus. Mas perceba que essa derrota é do povo de Deus, e não do próprio Deus que nunca perde uma batalha.

1 – Os filisteus “tomaram a Arca de Deus”. 1 Sm 5.1
Os filisteus pensavam que a vitória deles sobre Israel era também uma vitória contra o próprio Deus. Em 1 Sm 4. 6, 7 os filisteus reconhecem que Algo sobrenatural acompanhava Israel nas batalhas, mas quando o povo de Deus se afasta Dele e é derrotado na batalha os adversários passam a acreditar, enganosamente, que Deus também poderia ser vencido. Nosso testemunho de fé poderá influenciar na maneira que o mundo e aqueles que estão ao nosso redor vê Deus.

2 – A Arca diante de Dagom. 1 Sm 5. 2
Após tomarem a Arca os filisteus a colocam “diante” de Dagom, como se Dagom fosse superior a Deus. Novamente eles se enganaram. Israel perdeu a batalha, mas Deus continua sendo Deus. Ele não se submeterá aos ídolos, tampouco será comparado a eles. Algo estava por vir.

3 – Dagom diante de Deus. 1 Sm 5. 3
Na madrugada do dia seguinte os filisteus encontram Dagom, o seu deus, caído prostrado diante da Arca “com o rosto em terra”. Imediatamente eles “tomaram a Dagom e tornaram a pô-lo no seu lugar”. Que deus é este o dos filisteus que carece de ser levantado por estar caído? A manhã do dia seguinte traria novas notícias.

4 – Dagom vencido, Deus exaltado. 1 Sm 5. 4
Podemos imaginar que na manhã seguinte ao episódio em que Dagom prostrou-se diante da Arca o povo cresceu em número no templo de seu deus para ver se algo novo havia acontecido. A surpresa foi ainda maior: Dagom estava caído novamente, só que desta vez sua cabeça e ambas as palmas de suas mãos foram cortadas. Era Deus mostrando que Ele continua no trono, que Ele continua sendo Deus! Não vemos os filisteus se rendendo ao Senhor, mas a declaração do versículo 7 (sete) é o bastante como um reconhecimento de que Dagom perdeu a batalha: “Não fique conosco a arca do Deus de Israel; pois a sua mão é dura sobre nós e sobre Dagom, nossos Deus.”

5 – Para os filisteus foi mais fácil sofrer a ira de Deus do que se entregar a Ele. 1 Sm 5. 6 – 12
Mesmo após a derrota de Dagom observa-se que os filisteus não se rendem a soberania de Deus, e diante disso são castigados com hemorróidas (tumores) que fazem com que o povo clame de tal forma que o “clamor da cidade subia até o céu” (1 Sm 5. 12). Para algumas pessoas é mais fáci sofrer do que reconhecer o Senhor como o seu Deus. É mais fácil viver uma vida de sofrimentos longe de Cristo do que reconhecer que Ele morreu para lhes dar “vida abundante” e “vida eterna”. A ação final destes filisteus foi tirar Deus do meio de seu povo e devolver a Arca da Aliança aos Israelitas (1 Sm 6). As lições vividas naqueles dias em que a Arca esteve entre os filisteus de nada serviu para o seu arrependimento e reconhecimento do Deus verdadeiro, pelo contrário, depois de passar por tudo eles ainda declararam que o limiar do templo seria mais “sagrado” ainda a partir de então, sendo proibido pisar nele (1 Sm 5. 5; Sf 1. 9).

Conclusão: Deus tem dado aos homens prova de sua existência. Deus tem ensinado que nossas derrotas não significam que Ele está inoperante, mas que pelo contrário Ele continua sendo Deus e nunca perde. Ele tem nos ensinado que a Sua glória é superior aos ídolos de madeira, barro ou ouro. Ele é soberano sobre tudo e todos! Nós falhamos, erramos, mas Ele contínua sendo Deus. Aqui está uma lição para o povo de Deus de que se falhamos ou perdemos a culpa sempre será nossa, nunca de Deus. É uma lição também aos inimigos de Deus e da Cruz, ensinando que a manifestação do poder e da soberania de Deus é uma oportunidade de reconhecer que Ele é o Senhor. Uma pena muitos não reconhecerem isso.

Em Cristo,

Pr. Samuel Eudóxio
Auxiliar na Assembleia de Deus Ministério de São João Del Rei (MG)