quarta-feira, 20 de abril de 2016

Apontamentos sobre Provérbios 5, 6 e 7

Provérbios 5

O texto adverte acerca do perigo de envolver-se com a mulher adultera, deixando claro as consequências das relações extraconjugais (v. 3-8; 15-17). O conselho do autor é que o homem deve afastar o seu caminho destas mulheres e nem sequer aproximar “da porta da sua casa” (v. 8). O resultado daquele que se entrega a um relacionamento extraconjugal é terrível: “o fim é amargoso como o absinto, agudo como espada de dois gumes” (v.4); “os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno” (v.5); perca da honra (v. 9); trabalho em vão, pois todas as riquezas serão divididas, inclusive heranças (v. 10); o final será de sofrimento e gemidos (v. 11) e por final de um arrependimento que nada poderá concertar do que já foi feito (v. 12).
O autor encerra o texto valorizando o casamento segundo o propósito divino, ou seja, honrando a mulher “de sua mocidade” (v. 18), vivendo com ela momentos agradáveis e de prazer, tanto quando o assunto é sexual, quanto no relacionamento cotidiano (v. 18, 19)

Provérbios 6

Encontramos quatro conselhos neste texto.
O primeiro é não ser fiador de um amigo (v. 1-5), visto que uma vez que este amigo não cumprir com o seu compromisso, você trará para si a responsabilidade da dívida assumida e isto tornará para você sofrimento e desgosto.
O segundo conselho importante encontrado no capítulo 6 é um alerta para aquele que se entrega à preguiça (v. 6-11). O preguiçoso cruza os seus braços como que se de nada precisasse, mas a sua “pobreza lhe sobrevirá como um ladrão, e a sua necessidade como um homem armado” (v.11). O autor usa o exemplo da formiga para ensinar ao preguiçoso, visto que é um animal frágil e pequeno, porém mesmo sem superiores, oficiais ou dominadores, “prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento” (v.8).
O terceiro é acerca do homem violento que tem prazer em maquinar o mal (v. 12-19), que usa a sua boca para criar contendas entre irmãos, e cujos “pés apressam a correr para o mal” (v.18)
O quarto conselho é para que o homem tenha cuidado com a mulher prostituta (v. 21-35), que além de destruir a família do homem vai trazer para ele sérios problemas, como a fúria do marido traído, que dificilmente “perdoará no dia da vingança” (v. 34).

Provérbios 7

O capítulo 7, assim como textos do capítulo 5 e 6, trazem conselhos contra a prostituição e o adultério. O autor demonstra o poder de persuasão da mulher adúltera, cujo marido está de viagem, para longe (v. 19). Ela, prepara a sua casa, e perfuma a sua cama para receber o amante, que é atraído por suas ofertas de amor (v. 16-18). Esta mulher é caracterizada como aquela que anda pelas ruas, vagando, procurando aventuras amorosas (v. 11, 12). Esse tipo de mulher é responsável pelo fim de muitos casamentos, desgostos de mulheres traídas e filhos abandonados e mal assistidos, uma vez que a atenção do homem volta-se a esta mulher e por ela se entrega de amor. Ele é seduzido pelas suas palavras (v.21) e segue-a como um “boi ao matadouro; e, como o louco ao castigo das prisões” (v.22). Quando ele menos assustar, flechas já atravessaram o seu fígado (v. 23), pois a destruição da prostituição e do adultério é repentina, mas os seus resultados são duradouros, e são muitas as vítimas que são atraídos por este pecado, cujo fim são corações feridos, morte espiritual e até física (v. 25-27).

Em Cristo,

Samuel Eudóxio

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