sábado, 25 de março de 2017

CONGREGAÇÃO É PROIBIDA DE CONTRIBUIR

Um pastor, seguindo a orientação de Deus, pediu á sua congregação que doassem os meios necessários para que se construísse o local de culto e os utensílios para serem utilizados pelos ministros. Deus moveu o coração do povo, que voluntariamente trouxe á congregação todo o material necessário para a obra: ouro, prata, cobre, madeira, panos de cores azuis, púrpura e carmesim, além de pelos de cabras, peles de "carneiros tintas de vermelho", azeite da unção (não pode faltar no templo), além de outros materiais. A oferta foi grande! Homens e mulheres traziam aquilo que "dispunha seu coração" para construção daquele templo. Na congregação haviam dois irmãos, Bezalel e Aoliabe, a quem "o Espírito de Deus encheu de sabedoria, entendimento e ciência em todo artifício". Eles foram os supervisores da construção, os mestres de obra, além, é claro, de terem um dom especial de Deus para escupir em pedras, madeiras e inventar artes. A obra seguia bem, cada um fazia aquilo que sabia em prol daquela construção. Os construtores faziam a obra, e o coração do povo estava disposto a doar, ofertar. Todos os dias as ofertas eram trazidas ao nobre pastor. Nada faltava. Certo dia, qual não foi a surpresa quando alguém chegava com sua oferta (grifo meu) e recebeu a notícia: "estamos proibidos de ofertar! Isso mesmo, proibidos de ofertar". Mas não foi por acaso, ou por causa de discussões acerca da legitimidade dos dízimos e ofertas. Foi porque já não tinham onde colocar as ofertas, e porque o "povo trazia muito mais do que bastava para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse". Estava sobrando!
É impressionante o que Deus pode fazer quando o coração do povo está alinhado com a sua vontade. O Pr. Moisés teve o que bastava para a construção do Tabernáculo porque o povo se dispôs a fazer a obra, cada um com o que podia, segundo propunha no seu coração. Cada cristão de hoje precisa enxergar a necessidade da igreja que está a sua volta, dispôr seu coração a colaborar com aquilo que vier as suas mãos. Quem sabe um dia nosso pastor não precisará mais passar noites sem dormir preocupado com as necessidades do campo, e em um domingo desses não diga como o Pr. Moisés: "Nenhum homem, nem mulher faça mais obra alguma para a OFERTA alçada do santuário. Assim, o povo foi proíbido de trazer mais, porque tinham material bastante para toda a obra que havia de fazer-se, e ainda sobejava". (Êx 36.6,7)

Leia Êx 35; 36.1-7

Em Cristo, o Eterno

Samuel Eudóxio

quarta-feira, 22 de março de 2017

A oração de Jabez

1 Cr 4. 9-10

Introdução: Em meio a diversas genealogias o Espírito Santo lembra ao escritor acerca de homem que marcou a sua história e a vida de sua família por algum motivo: Jabez.

1 – A origem de seu nome.

1.1 Jabez: “gerado em dores”

Não há detalhes acerca das circunstâncias do nascimento deste homem, e porque ele foi gerado em dores. Não cabe especulações. O certo é que ele foi “gerado em dores”.

1.2. Quando Jabez nasceu sua mãe olhou para ele e disse: “Porquanto em dores o dei a luz”.

Seriam dores físicas ou dores sentimentais? Não importa, pois o que marcou este homem foram outras características.

1.3. Está diante de nós a benção ou a maldição, a vida ou a morte: “escolhe, pois, a vida, para que vivais, tu e a tua semente”. Dt 30.19

2 – Jabez foi mais ilustre que os seus irmãos. v. 9

2.1. Nós não podemos olhar apenas para as circunstâncias negativas da vida.

2.2. O que faz a diferença entre as pessoas é a forma que elas encaram e passam por cima de problemas e situações adversas. As nossas escolhas farão toda a diferença.

2.3. Jabez escolheu fazer a diferença.


3 – Jabez tomou uma atitude que mudou toda a sua história. v. 10

3.1. Jabez invocou “o Deus de Israel”.

3.2. Se invocarmos ao Senhor, Ele nos ouvirá. 

Veja:

2 Sm 22. 7: “Estando em angústia, invoquei ao Senhor e a meu Deus clamei; do seu templo ouviu Ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.”

Salmos 118. 5: “Invoquei o Senhor na angústia; o Senhor me ouviu e me pôs em um lugar largo”.

Salmos 17. 6: “Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos e escuta as minhas palavras.”

“…invocai-o enquanto está perto.” Is 55. 6


4 – A oração de Jabez. v. 10

4.1. “Se me abençoares muitíssimo…”
4.2. “…e meus termos ampliares…”
4.3. “…e a tua mão for comigo…”
4.4. “… e fizeres que do mal não seja afligido!”

5 – A resposta de Deus. v. 10

“E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.”

Jabez era conhecido de Deus, ou seja, ele tinha intimidade com Deus. Só se adquire essa comunhão e intimidade através de uma vida de consagração e oração, separando-se do mundo e buscando a santidade. Todos aqueles que desejam ser ouvidos por Deus como Jabez devem trilhar esse caminho.

Em Cristo,

Ev. Samuel Eudóxio 


quinta-feira, 2 de março de 2017

RECONHEÇA, HOJE!

Texto: Dt 4.39

Introdução: O livro de Deuteronômio é o quinto livro da Bíblia e faz parte da coleção chamada Pentateuco (Penta=cinco e Teuchos= livros ou volumes).

Gênesis: Deus cria o homem; o livro termina com um “caixão no Egito”
Êxodo: saída; Deus libertando o seu povo de faraó
Levitico: o povo escolhido e liberto recebe ordenanças; aprende os mandamentos
Números: livros das peregrinações; “no deserto”; povo aprende a andar com Deus
Deuteronômio: repetição da lei; “estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel”

No texto do capítulo 4 (quatro) Moisés enfatiza o papel do homem que pretende entrar no reino proposto por Deus, e as atribuições e papéis de Deus nesta aliança.

O versículo 39, de onde foi tirado o tema, chama-me a atenção pelas expressões “PELO QUE HOJE SABERÁS” (RECONHECERÁS) e “RELFETIRÁS NO TEU CORAÇÃO”.

RECONHECIMENTO: confissão; declaração; ato pelo qual se admite a existência de uma obrigação; ato pelo qual se reconhece um governo legalmente constituído; averiguação; exame.

Vejamos:

1 – Reconhecer de onde saímos. v. 20, 34-37

1.1. Éramos escravos do pecado. Jo 8.34
Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.”

1.2. O que mais Satanás queria era aumentar a nossa carga. Ex 5. 8-17
- os israelitas tinham agora que buscar as palhas
- a quantidade de tijolos deveria ser a mesma
- “Agrave-se o serviço sobre estes homens” Ex 5.9

1.3. O nosso fardo era pesado. Mt 11.28 – 30
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.”

1.4. Fomos libertos para sermos livres e não voltarmos mais à escravidão. Gl 5.1
Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.”


2 – Reconhecimento de que o reino que fazemos parte tem um código de condutas. v. 9, 13, 14

- O povo de Israel recebeu um código de conduta que regeria a vida espiritual, social, civil e moral da nação.

- Esse código de conduta é conhecido como Código Mosaico ou Lei de Moisés. É um dos códigos de conduta mais antigos da história.

- Nenhum povo que se diz organizado consegue subsistir sem leis e ordenanças. Sem parâmetros (regras, modelo) a serem seguidos. O contrário disto é chamado de desordem.

- Deus estabelece regras pelas quais o seu povo deveria viver. Enquanto o povo estivesse sob as bençãos destas regras, ele gozava de bençãos e de paz. A medida em que o povo se afastava da lei, era submetido aos fracassos e a morte.

- Essas regras são princípios inegociáveis; nós não podemos negociar com a Palavra de Deus. Ela é imutável e eterna. Os costumes mudam e são adaptáveis. A Palavra de Deus, Ela permanece a mesma!

2.1. Um dos princípios estabelecidos no reino proposto por Deus é que esse reino é teocrático, e não democrático.

Teo: Deus – Cracia: governo / ou seja, Deus no governo.

Nesse contexto Deus é a autoridade (legitimo poder de comando ou de ação)

2.2. Esse princípio de autoridade é um legado de Deus

- Já nascemos embaixo de autoridade (pai e mãe) “Honra teu pai e tua mãe.”

- Homem e mulher. “Far-lhe-ei uma ajudadora”

2.4. Houve um tempo em que o povo de Israel não tinha a quem se submeterem. O resultado foi que cada qual fazia o que bem entendia. Jz 17.6; 21.25
Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.”


2.4. Com relação a igreja, é Deus quem estabelece pastores e líderes que estejam governando sobre ela. Jr 3.15

E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.”

2.5. A Bíblia nos ordena a estarmos sujeitos as autoridades constituídas sobre nós.

- 1 Pe 2.13a: “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor;”

- Hb 13. 17: Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.


3 – Reconhecer que temos um Deus pessoal. v. 7

3.1. Temos um Deus chegado a nós todas as vezes que o chamamos. Dt. 4. 7

3.2. Um Deus que fala conosco

3.3. Um Deus que sente nossas dores. Rm 8.26
E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

3.4. Quanto mais me aproximo de Deus, mais ele “achega-se” a mim:

Jr 33.3: “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.”

Tg 4.8: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.”

Dt 4.29: “Então dali buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma.”

Mt. 7. 7,8:Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.”


4 – Reconhecer que o Senhor é o nosso socorro presente na angústia. v. 30,31

4.1. É no “fim dos dias” que o Senhor nos socorre. v. 30

4.2. Deus nos ouve em meio as angústias. Sl 120.1
Na minha angústia clamei ao SENHOR, e me ouviu.”

4.3. Deus é nosso refúgio sempre presente. Sl 46.1
Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”


5 – Reconhecimento de que o Senhor é o único Deus. Dt 4.39

5.1. Os seres espirituais reconhecem o Senhor como Único Deus. Ap 5.13
E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.”

5.2. Reconhecimento do homem. At 4.12
E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

5.3. Reconhecimento da igreja! Ela deve reconhecer o Senhor Deus como o Único Deus!


Em Cristo,

Ev. Samuel Eudóxio